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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Processos de criação


Atendendo a pedidos, hoje vou postar o meu método de criação usado nas tirinhas dos Matadores de Dragões.

Não que seja um método muito complexo, mas sempre é legal compartilhar esse tipo de coisa.
Lembrando que não existe um método certo ou errado de se criar algo. Cada artista tem seu próprio jeito de produzir seus quadrinhos, textos, ou etc. Vale também salientar que eu não falarei nada sobre materiais nesse texto, por dois motivos simples.

Primeiramente, nenhuma empresa está me pagando pra escrever isso, então não falarei de marcas (mas se alguém quiser me patrocinar, estamos aí!). Além disso, o a qualidade das ferramentas utilizadas são apenas um dos fatores, sendo o talento natural, a dedicação e o estudo, mais relevantes nesse processo.

Dito isto, vamos nós!



1) Esboço

Tudo começa com uma ideia. Pode ser algo que venha de repente enquanto estou no banheiro, ou o resultado de muito estudo e observação (pfff), mas todas as tiras começam assim. Eu pego uma folha de rascunho (nada de papel novo, pensamento sustentável, minha gente!) e rabisco no estilo palitinho mesmo.

No começo eu escrevia o texto igual a um roteiro de história em quadrinhos, mais ou menos assim:

QUADRO 1: O guerreiro está lutando contra um Beholder, mas tem sua espada desintegrada.


DM: Um dos raios oculares do Observador desintegra sua espada!


QUADRO 2: O guerreiro, com expressão de confiança, tira uma espada enorme de dentro da mochila.


Jogador: Sem problemas! Eu tiro a minha espada mágica +5 contra desintegração de dentro da minha mochila e ataco!


QUADRO 3: Tanto o guerreiro quanto o Beholder parecem estupefatos.

Pra uma história em quadrinhos isso é o MÍNIMO que se exigiria de um roteiro decente, mas pra uma tira semanal eu acho exagerado, por isso eliminei a etapa escrita e o máximo que eu faço é escrever um rascunho das falas, lá nos desenhos palitinhos.


2) Desenhos

Agora sim, uma folha zero quilômetro! Eu uso papel sulfite tamanho A4, simplesmente porque é mais fácil de encontrar, é barato e cabe em qualquer scanner.


Todos os desenhos são feitos a lápis da maneira tradicional e logo em seguida é feita a arte-final.


Quando eu faço desenhos mais "sérios", normalmente faço a arte final com pincéis e penas, mas como as tiras tem que ser ágeis, eu uso canetas nanquim descartáveis, que apesar de não terem o mesmo resultado, são bem práticas e a tinta seca quase que instantaneamente.


3) Colorização e Letreiramento

Nesta etapa, o desenho é digitalizado e colorido no computador. Para tal tarefa eu uso um tablet, o que torna tudo mais fácil e rápido.

O letreiramente também é feito da mesma maneira. No começo eu desenhava os balões e recordatórios no próprio papel, pra aplicar as letras digitalmente (minha caligrafia é péssima!), mas isso é problemático, porque pode acontecer de o texto não caber no balão.

Atualmente eu faço os balões no computador e posso mudar o tamanho do texto ou do balão conforme as minhas necessidades.

Depois dessas etapas, tudo é jogado neste blogue para o deleite dos meus 1d6-3 leitores!


3 comentários:

  1. huuum, vc usa lapis oque ? 6B ?
    e esse vai pros meus indicados da semana.

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  2. mas assim, pra pintar e usar o tablet, vc passa no scaner e pega um arquivo digitalizado?
    é isso?

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  3. @javo

    Geralmente eu uso B ou HB para os esboços e 6B pra definir o traço.

    @rafael beltrame

    Eu escaneio o desenho e mando o arquivo digitalizado para o Photoshop. Os originais são arquivados em uma pasta e guardados a sete chaves (quem sabe um dia isso não me rende uma grana).

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